REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

Características Gerais

Moçambique é um país da costa oriental da África Austral que tem como limites: Tanzânia, Malawi, Zâmbia, Zimbábwe, África do Sul, Eswatini e a secção do Oceano Índico designada por Canal de Moçambique com cerca de 2770 km. Encontra-se dividido em 11 (onze) províncias (Mapa 1) e sua capital é Maputo. Este território foi colonizado pelos portugueses, alcançou sua independência em 1975 e a sua Bandeira foi adoptada em 1983 (Figura 1). Possui como idioma oficial o Português mas o Inglês é amplamente falado, especialmente nas grandes cidades, e a moeda corrente é o Metical (MT), outras moedas internacionais podem ser trocadas livremente em bancos comerciais e casas de câmbio. A população está estimada em 34.4 milhões de habitantes, dois terços dos quais vivem em zonas rurais.
Bandeira ...

Clima de Moçambique

Moçambique tem uma variedade de climas quentes, subtropicais e tropicais. Apresenta duas estações: a quente e chuvosa entre Outubro e Março e a estação seca e fria de Abril a Setembro. A precipitação difere em função da região, sendo maior na zona norte (1 000 - 1 800 mm/ano) que na zona sul (400-1 000 mm/ano).
Nos últimos 40 anos constatou-se uma diminuição das chuvas e um aumento significativo da ocorrência de secas.
A frequente ocorrência de cheias e secas extremas verificada nos últimos anos, surge como consequência da grande variabilidade das chuvas, em associação aos ciclones tropicais e o fenómeno El Nino/La Nina. Alguns estudos apontam que até ao ano 2075 as Mudanças Climáticas Globais causarão no país uma redução das chuvas de 5-10% e um aumento da evaporação de 9-13%. As condições climáticas variam consoante a altitude.
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História da Caça em Moçambique

Os primeiros habitantes de Moçambique foram os bosquímanos, conhecidos como caçadores e coletores. Devido à sua localização geográfica, em que ocupa quase toda a faixa costeira do Oceano Índico, sempre foi um dos países de eleição de asiáticos, árabes e europeus para o comércio de ouro, marfim, escravos, oleaginosas e marisco, entre outros.
Século XVI - XVIII
No início do século XVI, os portugueses, atraídos pelo ouro do Império de Monomotapa, comercializavam marfim em Moçambique entre o Zambeze e o Limpopo. Entre os séculos XVII e XVIII, um grande número de elefantes foi abatido para extração de troféus para o comércio, com destaque para Ásia e Europa.
Século XIX - XX
Surgiram os primeiros exploradores europeus, que caçavam para alimentação de suas equipas, ou para a colheita de material para trabalhos científicos e espécies para museus americanos e europeus, ou, por razões desportivas, e destes destacam-se o David Livingstone, Wilhelm Peters, Edouard Foa , Werner von Alvensleben.

Entre 1940 e 1960, o actual complexo de Marromeu (Reserva de Búfalos de Marromeu e as Coutadas adjacentes número 10, 11, 12 e 14) funcionou como uma verdadeira fábrica de carne. Anualmente, cerca de 13 caçadores profissionais recebiam licença para operar, com uma quota anual e individual de 200 búfalos, 35 elefantes e vários hipopótamos. Produziam-se também cerca de 1.000 toneladas de carne, que a posterior era submetida ao processo de secagem e utilizada para abastecer a mão-de-obra da açucareira da Sena Sugar Estates em Marromeu e Luabo, bem como as grandes plantações de coco e chá da Zambézia e as serrações em Chiringoma.
Exemplos de algumas espécies selvagens que foram bastante caçadas durante este período:
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No início de 1960 a caça comercial foi proibida, provavelmente como resultado do receio sobre os impactos negativos desta actividade, bem como a consciencialização da importância e necessidade de conservação e uso racional da fauna bravia. Foi durante esta década que a maior parte das actuais áreas de conservação no país (parques, reservas e coutadas de caça) foram criadas.
Com a criação das coutadas, os caçadores comerciais foram reorientados para a caça desportiva ou turística, e a concessão destas coutadas foi feita pelo sector privado.
Para uma melhor gestão da fauna bravia, as coutadas 1, 5, 6, 7, 9, 10, 12, 13 e 15 ficaram sob a gestão da Safrique (Sociedade de Safaris de Moçambique) e da Safarilândia. A Safrique foi considerada uma das empresas mais qualificadas, fruto das excelentes áreas de caça sob sua gestão, da elevada qualidade dos troféus e do profissionalismo da sua equipa.
No entanto, dois anos após a independência, o país mergulhou numa intensa e prolongada guerra civil que terminou em 1992. Durante este período, a maior parte das populações de animais selvagens do país foram devastadas, uma vez que foram utilizadas para alimentar as forças de combate e a população em refúgio.
Só após o fim da guerra, em 1992, o país começou a tentar recuperar-se dos vários problemas enfrentados e, desde então, o Governo moçambicano, com o apoio de parceiros de cooperação, do sector privado e das ONGs, tem investido na reabilitação de infra-estruturas, habitats, repovoamento e recuperação de espécies e populações de Fauna Bravia.

Época de Caça em Moçambique

O período de caça inicia a 1 de Abril e termina a 30 de Novembro pois ao abrigo do regulamento de caça desportiva segundo artigo 12 nr.3 do decreto nr82/2017 de 19 de Dezembro considera-se época de defeso geral o período que decorre de 1 de Dezembro á 31 de Março.

Tipos de Caça

A caça em Moçambique cria incentivos para a conservação de ecossistemas e habitats maciços. Também proporciona uma fonte de rendimento, emprego e desenvolvimento comunitário em áreas remotas e empobrecidas onde não existem outras actividades económicas. A caça responsável facilita a gestão da fauna bravia e reduz as práticas ILEGAIS e NOCIVAS, tais como a caça furtiva da fauna bravia, a exploração madeireira e mineira ilegais e a destruição de habitats. Importa refereri que os operadores de caça têm contribuido para crescimento das espécies de Fauna Bravia por meio do trabalho árduo deste no âmbito da protecção e gestão eficientes destas áreas.
A exploração da fauna bravia em Moçambique obedece a quatro tipos, nomeadamente:
  • A caça desportiva
  • A caça comercial
  • A caça para o consumo próprio
  • A caça comunitária

Áreas de Caça

A caça é exercida em mais de 70 zonas de caça, divididas em quatro categorias diferentes:
  • Blocos de Caça Oficiais conhecidos como Coutadas Oficiais
  • Blocos de Caça do Niassa
  • Áreas de Gestão Comunitária da Fauna Bravia
  • Fazendas do bravio
A rede de zonas de caça cobre mais de 14% do território nacional.

Armas de Fogo e Munições

São necessárias autorizações de importação de armas de fogo e munições válidas antes da chegada de qualquer caçador a Moçambique. Para evitar qualquer inconveniente, é aconselhável iniciar o processo de importação 90 dias antes do safari. Cada caçador está autorizado a trazer um total de três armas de fogo com um máximo de 100 cartuchos de munições por arma.
Não são permitidas armas de fogo automáticas, semi-automáticas ou de uso militar.
Se um caçador não quiser trazer a sua espingarda para o safari, pode contactar o operador do safari para o ajudar.

Espécies de Caça em Moçambique

Em princípio, é permitida a caça de animais de todas as espécies bravias que habitam ou transitam pelo território nacional, com a excecção das protegidas por lei, crias, juvenis, fêmeas prenhas ou acompanhadas de crias.
Os animais são agrupados em caça miúda: aves (excepto a avestruz), cabritos, suínos, répteis, roedores e carnívoros (excepto o crocodilo, leão, leopardo, hiena, mabeco e chita) e caça grossa (todos animais não abrangidos pela caça miúda), sendo que o tipo de licença de caça determina quais os que podem efectivamente ser caçados.
Apresentamos a seguir as principais espécies cinegéticas:
As cinco grandes espécies: Búfalo (Bubalus bubalis), Elefante (Loxodonta africana), Hipopótamo (Hippopotamus amphibius), Leão (Panthera leo), Leopardo (Panthera pardus).

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Aves: Abetarda (Otis tarda), Codorniz (Coturnix coturnix), Francolino (Francolinus francolinus), Galinha-do-mato (Numida meleagris), Patos (Anas platyrhynchos), Pombo (Culumba livia), Perdiz (Rhynchotus rufescens), Rola (Streptopelia turtur).

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Outras espécies: Cabrito-Azul (Cephalophus monticola), Cabrito-Cinzento (Sylvicapra grimmia), Cabrito-Chengane (Neotragus moschatus), Cabrito-Vermelho (Cephalophus natalensis), Chango (Redunca arundinum), Chipenhe (Raphicerus campestris), Chipenhe Grisalho (Raphicerus sharpei), Cocone/Boi Cavalo (Connochaetes taurinus), Crocodilo (Crocodylus niloticus), Cudu Maior (Tragelaphus strepsiceros), Elande (Taurotragus oryx livingstonei), Facocero ou Javali-africano (Phacochoerus africanus), Gazela-pintada-de-chobe (Tragelaphus ornatus), Gondonga ou vaca-do-mato (Alcelaphus buselaphus lichtensteinii), Hiena malhada (Crocuta crocuta), Imbabala (Tragelaphus scriptus), Impala (Aepyceromelampus), Inhacoso ou Piva (Kobus ellipsiprymnus), Inhala (Tragelaphus angasi), Macaco-Amarelo (Papio cynocephalus), Macaco-cão (Papio cynocephalus sp.), Majengo ou lebre saltadora (Pedetes capensis), Mangul (Cephalophus natalensis), Oribi (Ourebia ourebi), Palapala (Hippotragus niger), Porco-Bravo (Potamochoerus larvatus), Porco-Espinho (Hystrix africaeaustralis), Zebra (Equus burchelli).
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NOTA: É de extrema importância referir que recomenda-se ter acesso da quota de caça para que possa ter conhecimento das espécies autorizadas para a época venatória do ano e o local onde estas podem ser caçadas.

Paisagem e Habitats

Moçambique é um país incrivelmente rico em biodiversidade, a partir das planícies costeiras até ao interior, a paisagem altera de forma repentina de uma estreita faixa de praias com palmeiras ao longo da costa para uma vasta faixa de savana.
Aproximadamente 65 milhões de hectares estão cobertos por florestas de diferentes densidades. A floresta aberta é a vegetação mais representada tendo a floresta de miombo (cobre maior parte da Provincia de Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Sofala, Manica e Inhambane) e a floresta de mopane (localizada na área de Limpopo-Save e na parte média do vale do rio Zambeze).
As paisagens são dominadas por savanas, com uma grande variedade de plantas resistentes à seca; nas zonas mais húmidas, as florestas tropicais albergam uma grande diversidade de espécies, sendo que maior parte destas são endêmicas. As zonas costeiras são o lar de mangais vitais, que possuem um papel de extrema importância na proteção da linha costeira.
A variedade de mamíferos de grande porte é muito elevada embora poucas espécies sejam endémicas. Por outra, estes foram drasticamente reduzidas como resultado da exploração descontrolada da fauna verificada durante a Guerra Civil (1981-1992).
Moçambique é um destino único e incrível para os amantes da natureza, pois oferece oportunidades fascinantes para experimentar e apreciar a beleza e a diversidade da flora e da fauna.
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Flora e Fauna

Moçambique possui uma grande diversidade de flora e fauna devido à sua dimensão e localização ao longo da costa. Possui uma diversidade de condições biofísicas que incluem uma biodiversidade terrestre, marinha e aquática sem igual na região da África Austral e no mundo, englobando cerca de 14 regiões ecológicas , que no seu conjunto, albergam uma biodiversidade estimada em mais de 6.000 espécies florísticas e de 4.000 espécies faunísticas (cerca de 220 de mamíferos terrestres, 690 de aves, 167 répteis, 79 anfíbios, 5 de tartarugas, 18 de mamíferos marinhos, 2626 de peixes, 1363 de moluscos e 194 de corais).
A flora é formada por uma mescla fascinante de ecossistemas, que incluem savanas, florestas tropicais, mangais e regiões costeiras. A vegetação costeira esta adaptada para sobreviver em condições de salinidade e estresse hídrico, e espécies como o coqueiro e as mangueiras são comuns e formam uma bela paisagem natural.
A fauna é igualmente fascinante, com uma variedade de espécies que habitam nos diferentes ecossistemas . Os famosos “big five” – búfalo, elefante, leão, leopardo e rinoceronte - podem ser avistados nas várias áreas de conservação do pais. O país é um paraíso para observação de aves, com uma grande diversidade de espécies que podem ser encontradas nas florestas, savanas e zonas húmidas.
A conservação da flora e fauna de Moçambique é extremamente importante para a preservação da rica biodiversidade do país e para a subsistência das comunidades locais que dependem destes recursos naturais.
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Informação sobre a viagem

Saúde e Seguro de Viagem

Moçambique é um país endémico de malária, pelo que é aconselhável consultar o médico antes e depois do safari. Os safaris de caça são potencialmente perigosos, e é da responsabilidade do cliente providenciar o seu seguro médico, de evacuação ou pessoal.

Voos Internacionais e Domésticos

Alguns voos internacionais e regionais voam directamente para Moçambique. Maputo, a capital do país, fica no sul e tem ligações diárias para todas as capitais de província. O operador turístico e de safari escolhido poderá aconselhar qual a melhor e mais cómoda forma de chegar ao destino do safari de caça.

Requisitos de Entrada e Visto

Para viajar para Moçambique é necessário um passaporte com uma validade mínima de seis meses. Algumas nacionalidades não necessitam de visto para estadias de até 30 dias para turismo ou negócios; essa estadia pode, em muitos casos, ser prorrogada por mais 30 dias. E para os paises que precisam de visto, este pode ser obtido na Embaixada ou Consulado de Moçambique no respetivo país do caçador ou na fronteira de entrada. Para evitar qualquer inconveniente, é aconselhável requerer o visto 60 dias antes do safari.
Recomendamos que acesse ao portal de E-visa do país antes da viagem para que tenha mais informacoes sobre os tipos de visto, apartir do site https://evisa.gov.mz/

Outras Atracções:

Moçambique é famoso pelos seus Safaris Clássicos Africanos e pela produção de troféus excepcionais de quase todas as espécies e é considerado um dos principais destinos turísticos da África Austral, conhecido pelas suas áreas naturais imaculadas e vastas; abundantes e diversas espécies de vida selvagem; praias tropicais; cidades cosmopolitas; cultura diversificada e rica e o seu povo amigável.
Praias Tropicais
Moçambique tem uma linha de costa de 2770 km de comprimento, que tem extensas praias num estado prístino e inexplorado. Para uma experiência verdadeiramente inesquecível no mato e na praia, antes ou depois do seu safari de caça, mergulhe nas águas azuis e quentes do Oceano Índico e descubra a deslumbrante e fascinante vida marinha que temos para oferecer.

Pesca Desportiva
Pesca é actividade de procura e/ou captura de espécies aquáticas, incluindo a apanha de conchas colecção ou ornamentação e orais. Ou seja, qualquer operação relacionada com a ou de preparação para a captura de espécies aquáticas, compreendendo a instalação ou a recolha de dispositivos para atraí-las.
Dos diferentes tipos de pesca praticadas em Moçambique, interessa-nos descrever a pesca desportiva que é aquela realizada pelo pescador amador com a devida licença, em competição desportiva, de acordo com as regras internacionais e regulamentos formulados pelos organizadores de concursos e campeonatos, tendo em vista a obtenção de marcas desportivas e troféus (espécie alvo definida nos termos do regulamento do concurso), incluindo o treino e aprendizagem. Este tipo de pesca tem sido tradicionalmente um dos grandes atractivos turísticos da costa Moçambicana, especialmente na zona sul onde são praticados três subtipos: pesca de barco, submarina e de margem.

Cultura e Gastronomia

A cultura Moçambicana é essencialmente Africana, com grande predominância da cultura Buntu. Nas zonas urbanas, há uma clara indicação da influência portuguesa. Esta influência data do século XVI. A arte tradicional é bem conhecida, sendo famosas as esculturas em madeira e as máscaras Makonde. A cozinha é rica e é uma saborosa fusão de influências Africanas, Orientais e Europeias.
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Nossa Cultura
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Nossa Gastronomia


PERGUNTAS FREQUENTES

A resposta é sim. A caça é legal no país e é regulamentada pelo governo, e possui uma indústria cinegética bem estabelecida que oferece várias oportunidades de caça tanto para caçadores locais como internacionais.
A melhor época de caça no país varia consoante a espécie que se pretende caçar, mas a época oficial época de caça decorre de 1 de Abril a 30 de Novembro. É importante que os caçadores se informem junto dos operadores ou das autoridades governamentais para confirmarem as épocas de caça e eventuais restrições.
A resposta é sim. O Governo e entidades privadas têm-se concentrado em manter nacionais e estrangeiros em segurança uma vez que suas despesas representam parte da receita interna do país. O transporte é feito por empresas fiáveis e de boa reputação. Porém, é sempre importante estar atento aos seus pertences para evitar perdas e roubos.
É necessário ter seguros de saúde para casos de emergência médica e tomar preocupações em relação a malária, que é uma doença endémica. O seguro-viagem é necessário para que esteja assegurado de qualquer imprevisto - como cancelamento de viagem, perda ou extraviação da bagagem, transferência emergencial de dinheiro, entre outros.
Recomenda-se o uso de roupas confortáveis e dependendo da época do ano poderá levar roupas de frio ou verão. As cores ideais para safáris são as que variam do caqui, como o verde e o marrom, pois aproximam-se às cores da natureza e evitam perturbar os animais selvagens. Aconselha-se evitar o uso de roupas com cores claras, como branco, e roupas brilhantes.

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